quinta-feira, 29 de novembro de 2007

O homem duplicado, p. 34

Há pessoas para quem é o mesmo aquilo que fizeram e aquilo que pensaram que teriam de fazer, Ao contrário do que julga o senso comum, as coisas da vontade nunca são simples, o que é simples é a indecisão, a incerteza, a irresolução, Quem tal diria

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Abelha e palmeira, quase homófonas

Estava a dar umha olhada agora neste maravilhoso dicionário ilustrado bilingüe catalão-árabe árabe-catalão. Com ele aprendim as minhas duas primeiras palavras em árabe: نحلة abelha e نخلة palmeira, que som quase iguais, excepto polo som central.

O que nom fagam os catalães!

O meu primeiro texto memorizado em árabe

هذه غرفتي. في هذه الغرفت شباك. الشباك آمام الباب وتحت الشباك سرير. هذا هو سريري. على يمين السرير، خزانة الملابس. بجانب الخزانة طاولة كبيرة وكرسيّ. فوق الكرسيّ حقيبة والى الطاولة الگبيرة آوراق. علی يسار السرير، طاولة صغيرة وعلیها مصباح.؟

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

III Dia do Piom

O vindouro 9 de novembro é a data escolhida por Brinquedia para a celebraçom da 3ª ediçom do Dia do Piom (aka buxaina ou trompo, ainda que nom sei se os trompos nom seram apenas os pequenos que se bailam sem corda, que nom tenhem ferrom). Contactei com a pessoa que leva o tema aló para perguntar se sabia se se fazia algo por aqui, e a sua resposta foi que nom mas que estaria bem fazer algo. Ainda que a data de Brinquedia é o 9 (sexta-feira, suponho que porque se fai sobretodo em centros de ensino), acho que nós o vamos fazer coincidir com o tradicional Magusto galego de Les Planes. Um dos organizadores do Magusto pediu-me se podia me fazer cargo eu do jogo, eu podo ensinar a jogar como eu jogava de rapaz em Narom (ainda que suponho que hai muitas maneiras). A cousa era assi:

Fazia-se um círculo na terra, e o jogo consistia em bailar a buxaina dentro do círculo e esperar que saia. Som necessárias três cousas: que o piom toque dentro do círculo ao cair, que baile, e que quando acabe de bailar nom fique dentro do círculo (e nom se pode recolher a buxaina enquanto nom deixe de bailar). Se algumha destas três condiçons nom de cumpre (se dá fora, se nom baila, ou se fica dentro quando para de bailar), o jogador tem que "pochar", ou seja, tem que deixar o seu piom dentro do círculo (a nom ser que tenha umha vida, ver a seguir).

Os outros seguem jogando e tentam dar-lhe ao piom que pocha para tirá-la fora do círculo. O jogador que pocha tem que esperar a que o seu piom saia para poder seguir jogando. Se alguém lhe dá ao piom que pocha e a tira fora do círculo e cumpre as três condiçons, daquela acumula umha "vida". As vidas servem para nom pochar, ainda que hai quem prefere acumulá-las, quer dizer, nom é obrigatório gastar a vida quando che toca pochar. Pode haver várias pessoas pochando à vez.

Se alguém atira e dá num piom que está bailando no círculo ou que está pochando, independentemente de que o tire fora do círculo, pode acontecer que o faga escachar (por isso hai quem usa um piom fuleiro para pochar e o bom para jogar). Nesse caso, o jogador que quebrou o outro piom fica com o ferrom como trofeu. Por isso, melhor quando mais dura é a madeira da buxaina, porque é mais difícil de quebrá-la e quando lhe dam no pior dos casos fica só umha fochinha. Os ferrons podem ser de bola, de ponta de lança ou de duplo tope (os mais cotizados som estes últimos porque som mui estáveis e afiados à vez).

A ver se quando vaia por casa podo fazer umha foto dumha buxaina (de buxo de verdade) que tenho que me fixera um carpinteiro de perto das Casas da Marinha. Era umha gozada vê-lo trabalhar no torno. O ferrom é de aço feito na Bazan :)

domingo, 28 de outubro de 2007

Buzón de voz Siglo XXI

Hola, esto es un mensaje de promoción para mi nueva faceta profesional. Desgraciadamente me acaban de echar del lugar donde trabajaba hasta ahora, y la excusa es que soy alcóholico y que bebo en horas de trabajo. Así que he decidido que lo mejor que puedo hacer para sacar provecho a mis cualidades es montármelo por mi cuenta. He decidido lanzarme como bebedor profesional, a ver si consigo hacerme un huequito en el mercado. Trabajo como freelance, me especializo en cerveza y puedo trabajar muchas horas seguidas. Si me escucha alguien que regente un establecimiento con barra que acaba de empezar y le hace falta clientela, pues que se ponga en contacto conmigo y le puedo enviar mi currículum birrae. Bueno, pues nada eh, muchas gracias por la oportunidad, y salud!

اَلْعَرَبِيَّةُ ٢ (with vowelization)َ

أُقَدِّمُ لَكُمْ نَفْسي: اَنا آسْمي مَنويل. أَنا إِسْبانيٌّ مِن گَليسيا. أَنا گَليسيٌّ لَكِن أَسْكُنُ في بَرْشَلونة مَعَ صَديقتَيْنِ. أَنا مُتَرْجِمٌ وَأَمَلُ في آلْجامِعةِ. أَدْرُسُ آلْلُّغَةَ آلْعَرَبِيَّةَ وَآلْبُرْتُغالِيَّةَ في مَدْرَسةِ آللُّغاتِ

domingo, 21 de outubro de 2007

العربية ١

اسمي منويل. أنا من كليسيا لكن أسكن وأعمل في برشلون. أنا أدرس اللورت العربيه في مدرسة اللرات. أنا آسكن مر بنتآن من كليسيا

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Buzon de voz Siglo XXI

A ver, esto es un mensaje autorecordatorio, porque mañana me toca afeitarme y escucho la radio mientras tanto. Pues eso, Manolo (nombre ficticio), que te acuerdes de respirar por la boca, que siempres respiras por la nariz y se te mete la espuma de afeitar y luego tienes un montón de problemas de esos que tu tienes por las alergias, que se te irrita la mucosa y la hostia, y hasta acabas con catarros a veces. Pues eso, muchas gracias. Ah, y que te acuerdes que has quedado para comer con la Rebeca (nombre fictício), que vais al japonés.

Uniforme

Tão só eu
vestido às ordens
para ter a forma única
de mim mesmo.

sábado, 8 de setembro de 2007

Nazismo galego

Que despois nom nos estranhe que haja tantos fachas em Espanha (ainda que parte de culpa sempre a temos nós: Quin, caladinho estavas muito mais guapo). Ainda bem que nom desvelou que também levaram um mandilom com as cores da bandeira e que em primeiro de básica leram o Sempre em Galiza... O cuco cuco cuqueiro, o cuco cuco cucom, madrugom e cantareiro, cantareiro e madrugom!

Galicia Bífida

Hai um par de dias, lim a convocatória de Vigueses por la Libertad para a apresentaçom no Círculo Mercantil dum "manifesto contra la imposición lingüística", promovido pola associaçom Galicia Bilingüe (GB) com o objectivo de recolher assinaturas. Gostando de conhecer opiniões diferentes (mesmo contrárias) doutras pessoas, falei-no com um amigo galego, amigo espanhol-falante com quem em muitos outros temas (como os deveres lingüísticos do funcionariado galego, o fume de tabaco em lugares públicos, etc.) adoito discordar porque ele normalmente defende a liberdade individual por encima de, o que para mim é, o bem comum ou colectivo, ou interesse geral, ou como se lhe queira chamar, ou simplesmente dos direitos doutras pessoas (como o direito dos cidadãos e cidadãs galeg@s de sermos atendidos em galego por defecto pola Administraçom no nosso país). Eu pensava que lhes daria parte ou toda a razom aos "Vigueses por la Libertad" mas a verdade é que me surpreendeu. Nom me deu muitos detalhes mas parece que os aborrece quase tanto como eu, ainda que talvez devido mais à forma ("tufillo rancio", dixo) que aos supostos objectivos.

Esta associaçom, tal como partidos como o PP, Ciutadans e suponho que o novo partido dobradiça de Savater e Rosa Díez ou como plataformas como Tangallego... ou RadikalesLibres, defende a ideia que as línguas som das pessoas e nom dos territórios ou dos povos. Nem que dizer tem que negar a dimensom social das línguas é tam nécio como pretender dedicar-se ao comércio num quarto fechado ao resto do mundo sem janelas nem portas, porque, independentemente da sua dimensom individual, umha língua só pode existir como tal e só se pode adquirir e usar com base na interacçom com outros membros dumha comunidade lingüística, à semelhança dumha actividade comercial qualquer ou de qualquer jogo que nom seja um solitário (que é um jogo para quando nom hai ninguém com quem jogar) ou de qualquer relaçom sexual que não sexa exclusivamente auto-onanista (e é obvio que o desejo nom se experimenta normalmente polo próprio corpo senom por outros corpos). Alguém pode imaginar umha plataforma cidadã defendendo que nom hai que regular em absoluto um mercado nacional porque o comercio é das pessoas e nom dum país? Pois, pensando no que se pretende conseguir, para mim determinar por lei quantas materias ou horas como mínimo devem ser ministradas em galego nom é diferente de fixar por lei os salários mínimos interprofissionais, por exemplo.

O bilingüismo nom é o que de facto procuram (de propósito ou nom) em Galicia Bilingüe. É fácil ver por que: essa plataforma nasceu agora e nom durante todo o tempo em que o galego estivo marginado da educaçom pública, portanto o bilingüismo importa-lhes um caralho, o que querem é velar polos privilégios dos castelhano-falantes monolíngües na Galiza. Porém, o bilingüismo si é precisamente o que pretende assentar o Decreto de marras para a promoçom do galego no ensino, dado que visa simples e acertadamente desactivar o forte processo de substituiçom social do galego polo espanhol que se vem dando na CAG desde hai várias décadas (ou seja, só garantindo a sobrevivência do galego é possível garantir o bilingüismo social). Objectivo: frear a perda de galego-falantes. Meios: fazer do galego umha língua útil, necessária e de prestígio. Em troca, para observar o lugar que o galego deve ocupar em relação com o castelhano para esta associaçom, basta com aceder ao seu sítio web (Galicia Bilingüe), que está redigido em espanhol e galego, mas: mui significativamente, o galego aparece em cada página sempre por debaixo do castelhano, e por isso até que nom acabas de ler o texto em castelhano nom reparas em que o texto também estava em galego, quando o mais lógico (dum ponto de vista de defesa real do bilingüismo) é dar a escolha quando entras no sitio web ou que haja um botom. Di-me como dis as cousas e direi-che o que realmente pretendes.

Por outro lado, como é sabido, legalmente, a dia de hoje, unicamente existe o dever dos galegos de conhecer o castelhano (dever sancionado pola Constituiçom espanhola e velado polos tribunais). É evidentemente uma situação injusta e discriminatoria que se deve mudar. Curiosamente esta não é, que me conste, uma das reivindicações da plataforma Galicia Bilingüe, teoricamente a favor de um bilinguismo perfeito, simétrico e equilibrado, segundo eles dim. O que de verdade defendem, baixo o manto da reivindicaçom da liberdade individual e do bilingüismo, som os privilégios dos espanhol-falantes que moram e trabalham na Galiza e que nom querem ter que usar o galego nem sequer por exigências do guiom profissional, como no caso dos docentes do sistema educativo. Para a desesperança deles, a partir de agora, ser professor/a de certas matérias, implicará, esperemos, nom só dominar os conteúdos e a prática pedagógica, senom também dominar a língua propia da comunidade e estar disposto a usá-la. @s sóci@s de Galicia Bilíngüe podem-se negar e fazer objecçom de consciência, como se negam alcaldes/sas a casar gais, e talvez nos fagam um favor a tod@s: hai outros trabalhos.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Que quede claro que era peruano...

Que coisas. Observe-se a diferença na redação do titular desta informação em Vieiros ("Buscan un mariñeiro que caeu ao mar cando faenaba preto de Corrubedo ") e em La Coz de Galicia ("Desaparece un marinero peruano al norte de Corrubedo al caer al mar "). Deixando claro em primeiro lugar que eu o ignoro todo de jornalismo, mas que me considero um leitor competente: que é o importante desta notícia? Facto? Que um marinheiro caiu ao mar. Onde? Em Corrubedo. Quando? Recentemente, sem determinar. Consequência? Que não aparece e que ainda o estão a procurar. Que caralho importa de onde seja ou deixe de ser o marinheiro? Faenava num barco galego, o qual justifica que a notícia seja coberta por um meio galego, ponto. Que sentido teria, por exemplo, o seguinte titular: "Desaparece un marinero de 40 anos al norte de Corrubedo al caer al mar"?

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Nhaca nhaca

He descobert que sóc odaxelàgnic.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

...

Hoje não tenho nada a dizer.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Outra citação, hoje de Lynn Lavner :D

"The Bible contains 6 admonishments to homosexuals and 362 to heterosexuals. This doesn't mean that God doesn't love heterosexuals, it's just that they need more supervision"

sexta-feira, 20 de julho de 2007